Conselho Estatal do Povo Cigano Espanhol lançou uma campanha para acabar com as definições discriminatórias do termo "cigano" nos dicionários da Real Academia da Língua Espanhola.
A convite do Conselho Estatal do Povo Cigano Espanhol, dez crianças ciganas falam sobre os seus sonhos, gostos e aspirações para o futuro num curto vídeo de dois minutos. A certa altura, a entrevistadora pede-lhes para abrir o dicionário de la Real Academia de la Lengua Española e procurar a definição de “cigano” e a 5.ª entrada do dicionário dá-lhes um termo que não conhecem: “trapacero” – uma definição “pejorativa e ligada à fraude e ao engano”, defende o Conselho Estatal.
Nenhuma das crianças sabia o que queria dizer trapacero. Leram a definição – “uma pessoa que com astúcia, falsidades e mentiras procura enganar alguém sobre um assunto” – e as reacções foram variadas. Samara, de oito anos, diz que o que leu é “uma mentira”. “Não gosto do que o dicionário diz sobre nós”, acrescenta uma menina. “Está a insultar-nos”, afirma outro.
Sob o lema “Uma definição discriminatória gera discriminação”, o Conselho Estatal do Povo Cigano Espanhol quer que as pessoas deixem de identificar a comunidade cigana com condutas negativas. “Há um pouco de tudo, como em todo o lado. Os ciganos não são um todo homogéneo”, frisa Carolina Fernández, defensora dos direitos dos ciganos, ao jornal espanhol El País.
Em Portugal, no dicionário da Porto Editora, a entrada "cigano" tem quatro definições: "o que pertence aos ciganos", "indivíduo nómada" e outras duas, identificadas no próprio dicionário como "pejorativas" – "aquele que tenta enganar nos negócios; trapaceiro" e "avarento; sovina".
Em Portugal, no dicionário da Porto Editora, a entrada "cigano" tem quatro definições: "o que pertence aos ciganos", "indivíduo nómada" e outras duas, identificadas no próprio dicionário como "pejorativas" – "aquele que tenta enganar nos negócios; trapaceiro" e "avarento; sovina".
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