O grupo bracarense Bernardo da Costa, que emprega 194 pessoas, das quais 86 em Portugal, tornou-se conhecido dos portugueses por oferecer aos seus trabalhadores a laborar em território nacional férias, durante uma semana, em destinos paradisíacos.
O patrão, Ricardo Costa, já os levou a Punta Cana, na República Dominicana, a Cuba, ao México, à Jamaica e a Cabo Verde.
Entretanto criou um departamento da felicidade, que tem vindo a “mimar” o seu pessoal com uma série de outros benefícios, como seguro de saúde, dia de aniversário, uma sala de diversões e dias temáticos. Mais: também oferece serviço de lavandaria no local de trabalho e até o de entrega de comida ao domicílio.
O Grupo Bernardo da Costa estabeleceu como ordenado mínimo, a partir deste mês e em cinco das suas seis empresas, o valor de 800 euros, foi esta sexta-feira anunciado.
Em comunicado, o grupo sublinha que supera, assim, a meta do Governo para o salário mínimo nacional para 2023, que é de 750 euros.
O CEO do grupo, Ricardo Costa, disse à Lusa que de fora desta medida fica apenas a empresa BCInergia, que "foi muito afetada pela crise de 2009 a 2014 e este ano ainda não consegue praticar esse valor".
"Estou certo de que em dois anos terá condições para estar a par das restantes empresas do grupo", acrescentou.
Disse ainda que esta medida não abrange estagiários, mas sublinhou que quando os mesmos passam a colaboradores com contrato o seu salário é "imediatamente" fixado num mínimo de 800 euros.
O grupo conta com 86 colaboradores em Portugal, 14 dos quais na BCInergia.
Nesta empresa, ainda há quatro trabalhadores com um salário inferior ao agora anunciado.
"Pretendemos uma equipa jovem, altamente qualificada e motivada e não conseguimos isso com salários baixos. É nossa obrigação, enquanto gestores, garantir um nível de vida familiar digno a todos os nossos colaboradores", referiu Ricardo Costa.