Vamos ajudar a Rita? Ela criou um gofundme e só pediu apoio para 5000 euros. Felizmente já dobrou o valor, ainda assim, acredito que 10,000 não sejam nada para quem já está neta luta há 6 anos.
Todos sabemos o que é que a merda do cancro faz. Não custa nada ajudar! Força Rita!
Um diagnóstico precoce de cancro da mama, aos 25 anos, lançou-me nesta longa luta que travo há 6 anos.
O cancro da mama triplo negativo que me foi diagnosticado é o mais raro e agressivo dos cancros de mama. É responsável por 10-15% dos cancros de mama e não tem recetores para a progesterona e estrogénio, nem produz a proteína HER2 (daí responder negativamente 3x). Difere dos outros tipos de cancro de mama pela sua rápida disseminação, opções limitadas de tratamento e pior diagnóstico. Ainda assim, aceitei a luta com garra, fiz vários ciclos de quimioterapia e radioterapia, mastectomia radical da mama esquerda e todos os processos envolventes, mantendo sempre o espírito positivo, a resiliência e a esperança.
Ao longo de cerca de 2 anos, com o acompanhamento de várias equipas médicas, fomos mantendo a doença sob vigilância. Concluí a reconstrução mamária aos 27 anos, altura em que voltam os sinais de alerta: o corpo não responde às mensagens que o cérebro envia. O tropeçar na perna esquerda torna-se constante e a falta de força do braço esquerdo é também evidente. Apesar da epilepsia anteriormente diagnosticada e controlada, as crises convulsivas tornam-se frequentes. Esses acontecimentos levam a exames, que trazem resultados menos favoráveis: metastizacão cerebral, hepática e pulmonar. Seguem-se mais tratamentos de radiocirurgia e quimioterapia por mais de um ano. É então que se decide pela interrupção da quimioterapia, uma vez que a doença se encontrava estável e por o corpo revelar alguns sinais de toxicidade e cansaço.
Parecia estar tudo mais calmo, mas em menos de um ano, as ressonância