"Queremos passar uma mensagem forte: preparem-se!". É desta forma que três médicos italianos da Universidade de Milão alertam, numa carta, o resto da Europa para o combate frente ao novo coronavírus. O país encerrou todos os museus, teatros e cinemas até 3 de abril, para combater a propagação do Covid-19. Há cerca de 16 milhões de pessoas em quarentena.
A carta, vista pelo jornal britânico "The Independent", revela a escala do impacto nos hospitais de Itália.
Os especialistas em medicina intensiva Maurizio Cecconi, Antonio Pesenti e Giacomo Grasselli, da Universidade de Milão, enviaram a carta à Sociedade Europeia de Medicina Intensiva (ESICM) a contar como foi difícil tratar pacientes com o coronavírus, revelando que até 10% de todos os infetados precisam de cuidados intensivos e que os hospitais estão a ficar sobrecarregados.
Estamos a notar uma alta percentagem de casos positivos a serem internados nas nossas unidades de medicina intensiva, numa taxa de 10% de todos os pacientes positivos. Queremos passar uma mensagem forte: preparem-se!
Um "número muito alto" de pacientes em medicina intensiva foi internado sobretudo por insuficiência pulmonar grave causada pelo vírus e precisam de ventiladores para os ajudar a respirar. Os médicos italianos aconselham os hospitais do resto da Europa a que se preparem para um aumento de pessoas internadas e alertam para a eventual necessidade de trabalho em contentores, sendo essencial haver equipamentos e treino para proteger os profissionais.
"Aumentem a capacidade total dos cuidados intensivos. Identifiquem os hospitais que possam gerir o impacto inicial de forma segura. Preparem áreas de cuidados intensivos para receber pacientes com Covid-19 em todos os hospitais, se necessário", sugerem os especialistas.
Numa nota à parte, o médico italiano de medicina intensiva Giuseppe Nattino, da província de Lecco, no norte da Itál